Presidente da ACATMAR, Mané Ferrari é reconduzido à presidência do FORTUR, o Fórum de Turismo da Grande Florianópolis

O turismo da Grande Florianópolis inicia um novo movimento de articulação, e ele passa por um nome ligado diretamente à Economia do Mar. Reunido na quinta-feira, 13 de agosto, no CentroSul, durante o 37º Encatho & Exprotel, o FORTUR (Fórum de Turismo da Grande Florianópolis) reconduziu, por decisão unânime, Mané Ferrari à presidência e Hamilton Peluso à vice-presidência, até dezembro de 2026.
À atual direção cabe a missão de conduzir a reorganização do Fórum, ampliar o envolvimento das entidades e preparar a transição para uma nova gestão em 2027, com foco na união do trade, na participação nas decisões estratégicas e no fortalecimento do turismo regional.
"O turismo da Grande Florianópolis precisa voltar a falar com uma voz forte e articulada. Temos entidades extremamente representativas, mas, quando cada uma atua isoladamente, perdemos capacidade de influência. Não queremos apenas ser comunicados sobre o futuro do turismo. Queremos ajudar a construí-lo", afirma Mané Ferrari, presidente do FORTUR e da ACATMAR.
O que isso significa para a ACATMAR e a Economia do Mar
O turismo náutico é um dos quatro pilares da Economia do Mar, ao lado da indústria, do comércio e dos serviços. Ter o presidente da ACATMAR também à frente do principal fórum de turismo da região aproxima duas agendas que já caminham juntas e coloca o mar no centro da conversa sobre o desenvolvimento turístico. Na prática, a Economia do Mar ganha assento e voz nas decisões que definem o futuro do turismo da Grande Florianópolis.
Para a ACATMAR, é o reconhecimento do peso do setor náutico e da Economia do Mar no desenvolvimento da região, e mais um espaço para defender uma pauta que a associação repete: o mar como uma economia que gera emprego, renda e turismo.
Turismo de eventos no radar
Entre os temas que mobilizaram o encontro está a competitividade de Florianópolis no mercado de eventos, especialmente diante do período de transição envolvendo o CentroSul. O setor alerta que a captação de congressos e grandes eventos é definida com dois, três ou até quatro anos de antecedência. A intenção do Fórum é acompanhar o tema para que a promoção e a captação não percam ritmo, preservando um segmento que movimenta hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e uma ampla cadeia de serviços.
O trade quer participar das decisões
Outro ponto central da retomada é ampliar a participação das entidades na construção das políticas e estratégias de turismo. O entendimento é que o setor privado, por estar diretamente conectado ao mercado, aos visitantes e aos investimentos, precisa participar das discussões desde a origem, e não apenas receber projetos já estruturados. Destinos como Balneário Camboriú e Joinville foram citados como referências de integração entre iniciativa privada e poder público.
Financiamento do turismo e agenda para 2027
A construção de fontes permanentes de recursos para o turismo também deve ganhar espaço, com temas como o Fundo Municipal de Turismo, a Room Tax e os impactos da Reforma Tributária para os municípios turísticos. Como primeiro movimento desta nova fase, o FORTUR vai atualizar a representação das entidades e iniciar a construção de uma agenda conjunta de prioridades, com o objetivo de chegar a 2027 mais representativo e preparado para atuar como uma voz coletiva do turismo da Grande Florianópolis.
"A continuidade do FORTUR precisa vir acompanhada de uma nova dinâmica. O turismo tem um peso enorme na economia da Grande Florianópolis e precisa ter uma representação à altura dessa importância", destaca Hamilton Peluso, vice-presidente do FORTUR.
Com informações do release do FORTUR, de 13 de agosto de 2026.


