Os números do setor estão aqui
Frota de esporte e recreio do Brasil por estado, Economia do Mar de Santa Catarina por região, setor náutico, pesca, comércio exterior, marco legal, perguntas frequentes e metodologia. Cada número com fonte oficial, data e abrangência. Liberado na hora após um cadastro rápido. Sem custo.
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Economia do Mar em 1 minuto
- Santa Catarina fabrica 7 de cada 10 barcos do Brasil, embarcou 74% das exportações brasileiras de embarcações de esporte e lazer em 2024 e é o estado que mais emprega na construção de barcos de esporte e lazer. ver ↓
- Itajaí é a cidade que mais exporta barcos no país: US$ 8,7 milhões no 1º semestre de 2026, +93%. ver ↓
- A Economia do Mar emprega cerca de 250 mil pessoas em SC com carteira assinada, 8,5% dos trabalhadores formais do estado. ver ↓
- O Brasil tem 266.839 lanchas, 160.992 motos aquáticas e 17.935 veleiros registrados na Marinha. São Paulo tem a maior frota; SC é a 4ª em lanchas. ver ↓
- "1 milhão de embarcações" existe, mas é de todos os tipos: 1.140.059 registradas, contando botes, canoas e pesqueiros. Não é frota de lazer. ver ↓
- Santa Catarina tem cerca de 55 mil embarcações de esporte e recreio. ver ↓
- Economia do Mar não é Economia Azul. Economia do Mar é o que se mede: empregos, empresas, exportações. Economia Azul é a agenda de sustentabilidade sobre essas atividades. Amazônia Azul é o território marítimo do Brasil. ver ↓
- SC lidera a pesca industrial do país: 61% da atividade industrial da pesca, com 80% da pesca extrativa industrial em Itajaí e Navegantes. ver ↓
- Leis que movem o setor: Pró-Náutica (2009), Frente Parlamentar no Senado (2025), Lei do marinheiro de esporte e recreio (2025) e ZENAs (2026). ver ↓
O Brasil náutico em números · frota de esporte e recreio
A Marinha do Brasil publica o registro por tipo de embarcação. Abaixo, os tipos que caracterizam a náutica de esporte e recreio (lanchas, motos aquáticas e veleiros), por estado. Lanchas, motos aquáticas e veleiros somados com os outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte e apoio) dão o total registrado em cada estado. A classificação oficial "esporte e recreio" por estado ainda não consta dos dados abertos e foi solicitada pela ACATMAR à DPC.
| Estado | Lanchas | Motos aquáticas | Veleiros | Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | Total registrado |
|---|---|---|---|---|---|
| Brasil | 266.839 | 160.992 | 17.935 | 694.293 | 1.140.059 |
| São Paulo | 51.852 | 51.495 | 4.255 | 162.142 | 269.744 |
| Rio de Janeiro | 35.924 | 11.102 | 6.765 | 64.307 | 118.098 |
| Paraná | 39.198 | 12.697 | 775 | 58.687 | 111.357 |
| Santa Catarina | 19.535 | 15.119 | 1.435 | 55.651 | 91.740 |
| Rio Grande do Sul | 13.017 | 10.859 | 1.657 | 44.334 | 69.867 |
| Bahia | 14.330 | 7.218 | 867 | 24.974 | 47.389 |
| Minas Gerais | 9.932 | 7.597 | 110 | 26.018 | 43.657 |
| Mato Grosso | 11.634 | 3.131 | 6 | 30.105 | 44.876 |
| Amazonas | 11.942 | 2.337 | 6 | 24.747 | 39.032 |
| Distrito Federal | 6.924 | 6.230 | 1.005 | 38.311 | 52.470 |
| Pará | 7.447 | 2.894 | 66 | 28.219 | 38.626 |
| Espírito Santo | 3.387 | 4.563 | 180 | 15.151 | 23.281 |
| Tipo de embarcação de esporte e recreio (nacional) | Registradas |
|---|---|
| Lancha | 266.839 |
| Moto aquática e similares | 160.992 |
| Veleiro | 17.935 |
| Multicasco (catamarã, trimarã) | 3.615 |
| Caiaque | 2.743 |
| Jet boat | 1.318 |
| Escuna | 1.201 |
| Iate | 714 |
| Indicador nacional | Valor | Período / fonte |
|---|---|---|
| Pesca esportiva: praticantes / movimento anual / empregos | 8 milhões / até R$ 3 bi / ~200 mil | Ministério do Turismo, Boletim de Inteligência de Mercado, Turismo de Pesca, ago/2025 |
| Estaleiros e empregos navais no país | 49 estaleiros / 181 mil empregos | Firjan, Panorama Naval 2026 |
| Empresas do setor náutico por estado (2025) | SP 2.104 · RJ 1.718 · SC 1.028 | Amazonas 395 · Pernambuco 134 |
| Empresas do setor náutico no Brasil (2024) | 9.382 | 73% serviços, 19% comércio, 8% indústria |
O que está por trás de um barco · a cadeia produtiva
Um barco não é um produto: é a montagem de oito indústrias. Cada frente abaixo é um conjunto de empresas, ofícios e postos de trabalho, a maior parte em Santa Catarina.
Motores e transmissão
motores de popa, de centro e diesel, eixos, direção
Sistemas e tanques
geradores, baterias, combustível, água, tratamento
Cabines e acabamento
marcenaria, móveis, revestimentos, colchoaria
Salão e interiores
cozinha, estofados, pisos, vidros, climatização
Flybridge e eletrônica
navegação, radar, som, antenas, iluminação LED
Estrutura e casco
fibra de vidro, resinas, compósitos, núcleos
Convés e design
teak, inox, guarda-corpos, ferragens
Pintura e revestimentos
gelcoat, pintura, películas, proteção UV
Quantos empregos um barco gera
| Empregos diretos por embarcação de médio ou grande porte | 4 |
| Empregos indiretos na cadeia de fornecedores | 8 |
| Famílias sustentadas por cada casco que sai do estaleiro | 12 |
A virada de Santa Catarina
| 2010 / 2011 | 2025 / 2026 | |
|---|---|---|
| Empresas do setor náutico | 94 | 1.028 |
| Participação na produção nacional de embarcações | 8,3% | 70% |
| Participação nas exportações brasileiras de embarcações de lazer | US$ 320 mil exportados | 74% |
| Empregos diretos no setor náutico | cerca de 4 mil | parte dos 250 mil da Economia do Mar |
Os estados em números
Clique no estado para abrir o recorte dele.
| Estado | Lanchas | Motos aquáticas | Veleiros | Exportações de barcos 2025 |
|---|---|---|---|---|
| Santa Catarina | 19.535 | 15.119 | 1.435 | US$ 37,6 mi |
| Pernambuco | 3.377 | 3.059 | 242 | US$ 6,2 mi |
| São Paulo | 51.852 | 51.495 | 4.255 | US$ 4,9 mi |
| Paraná | 39.198 | 12.697 | 775 | US$ 4,8 mi |
| Rio de Janeiro | 35.924 | 11.102 | 6.765 | US$ 737 mil |
| Minas Gerais | 9.932 | 7.597 | 110 | US$ 669 mil |
| Rio Grande do Sul | 13.017 | 10.859 | 1.657 | US$ 634 mil |
| Amazonas | 11.942 | 2.337 | 6 | US$ 288 mil |
| Rondônia | 6.183 | 600 | 0 | US$ 16 mil |
| Mato Grosso | 11.634 | 3.131 | 6 | US$ 10 mil |
| Mato Grosso do Sul | 4.093 | 1.423 | 8 | US$ 7 mil |
| Amapá | 3.609 | 598 | 4 | US$ 3 mil |
| Bahia | 14.330 | 7.218 | 867 | - |
| Pará | 7.447 | 2.894 | 66 | - |
| Distrito Federal | 6.924 | 6.230 | 1.005 | - |
| Tocantins | 5.020 | 2.613 | 8 | - |
| Maranhão | 4.250 | 2.452 | 75 | - |
| Goiás | 3.735 | 4.289 | 8 | - |
| Espírito Santo | 3.387 | 4.563 | 180 | - |
| Acre | 2.537 | 208 | 0 | - |
| Alagoas | 2.478 | 2.614 | 96 | - |
Santa Catarina
Principal polo náutico do Brasil: cerca de 70% da produção de barcos de esporte e lazer e a maior parte das exportações do país.
Frota registrada
| Lanchas | 19.535 |
| Motos aquáticas | 15.119 |
| Veleiros | 1.435 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 55.651 |
| Total registrado | 91.740 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2020 | US$ 10,2 mi | 56,0% | 1º |
| 2021 | US$ 24,9 mi | 83,3% | 1º |
| 2022 | US$ 52,9 mi | 92,2% | 1º |
| 2023 | US$ 54,5 mi | 80,1% | 1º |
| 2024 | US$ 50,0 mi | 73,6% | 1º |
| 2025 | US$ 37,6 mi | 67,4% | 1º |
| 2026 (jan a ago) | US$ 20,8 mi |
Destaques
- Produção. Cerca de 70% das embarcações de esporte e lazer do país são feitas em SC. Em 2010 eram 8,3%.
- Empresas. 1.028 empresas do setor náutico (2025), terceiro estado do país. 85% são MEI ou microempresas.
- Economia do Mar. 239.671 empregos formais em 2024 (cerca de 250 mil em 2026), 8,5% dos trabalhadores formais do estado; 23.515 estabelecimentos; massa salarial de R$ 1,158 bilhão por mês.
- Pesca. 61% da atividade industrial da pesca do país; 80% da pesca extrativa industrial em Itajaí e Navegantes; 90% da produção nacional de ostras.
Abaixo, Santa Catarina em profundidade, seção por seção (Economia do Mar, regiões, ranking, setor náutico, pesca, comércio exterior).
São Paulo
Maior frota e maior mercado consumidor do país; segundo estado em empresas de construção de embarcações.
Frota registrada
| Lanchas | 51.852 |
| Motos aquáticas | 51.495 |
| Veleiros | 4.255 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 162.142 |
| Total registrado | 269.744 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2020 | US$ 6,4 mi | 35,3% | 2º |
| 2021 | US$ 1,4 mi | 4,6% | 3º |
| 2022 | US$ 959 mil | 1,7% | 3º |
| 2023 | US$ 1,5 mi | 2,3% | 4º |
| 2024 | US$ 2,1 mi | 3,1% | 4º |
| 2025 | US$ 4,9 mi | 8,7% | 3º |
| 2026 (jan a ago) | US$ 2,3 mi |
Destaques
- Mercado. Programa de Turismo Náutico do Governo paulista: elevar o movimento de R$ 6,3 bilhões para R$ 21 bilhões até 2033, com 60 estruturas públicas de apoio à navegação.
- Empresas. 2.104 empresas náuticas, o maior número do país; Guarujá, com 678, é o município com mais empresas do setor no Brasil.
Rio de Janeiro
Maior parque naval do país e a maior frota de veleiros; berço da indústria náutica brasileira.
Frota registrada
| Lanchas | 35.924 |
| Motos aquáticas | 11.102 |
| Veleiros | 6.765 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 64.307 |
| Total registrado | 118.098 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2020 | US$ 267 mil | 1,5% | 4º |
| 2021 | US$ 492 mil | 1,6% | 5º |
| 2022 | US$ 340 mil | 0,6% | 5º |
| 2023 | US$ 631 mil | 0,9% | 6º |
| 2024 | US$ 347 mil | 0,5% | 6º |
| 2025 | US$ 737 mil | 1,3% | 5º |
| 2026 (jan a ago) | US$ 16 mil |
Destaques
- Naval. 24 dos 49 estaleiros brasileiros e 66 mil dos 181 mil empregos ligados à atividade naval; 82% das plataformas marítimas em operação; 475 embarcações de apoio.
- Investimento. Programa Mar Aberto (Petrobras): 96 novas embarcações até 2032, R$ 32 bilhões em investimentos.
- Empresas. 1.718 empresas náuticas, segundo maior número do país: Angra dos Reis 372, Rio de Janeiro 370, Niterói 237.
Paraná
Segunda maior frota de lanchas do país e polo industrial em crescimento, com exportações entre as três maiores do Brasil.
Frota registrada
| Lanchas | 39.198 |
| Motos aquáticas | 12.697 |
| Veleiros | 775 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 58.687 |
| Total registrado | 111.357 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2020 | US$ 162 mil | 0,9% | 5º |
| 2021 | US$ 317 mil | 1,1% | 6º |
| 2022 | US$ 526 mil | 0,9% | 4º |
| 2023 | US$ 3,4 mi | 4,9% | 3º |
| 2024 | US$ 6,4 mi | 9,4% | 3º |
| 2025 | US$ 4,8 mi | 8,5% | 4º |
| 2026 (jan a ago) | US$ 3,9 mi |
Rio Grande do Sul
Frota expressiva de lanchas e motos aquáticas e forte cultura de vela na Lagoa dos Patos e no Guaíba.
Frota registrada
| Lanchas | 13.017 |
| Motos aquáticas | 10.859 |
| Veleiros | 1.657 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 44.334 |
| Total registrado | 69.867 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2020 | US$ 12 mil | 0,1% | 9º |
| 2021 | US$ 272 mil | 0,9% | 7º |
| 2022 | US$ 66 mil | 0,1% | 7º |
| 2023 | US$ 27 mil | 0,0% | 9º |
| 2024 | US$ 25 mil | 0,0% | 8º |
| 2025 | US$ 634 mil | 1,1% | 7º |
| 2026 (jan a ago) | - |
Pernambuco
Segundo exportador de embarcações de recreio do país desde 2021; a construção naval fica em Suape.
Frota registrada
| Lanchas | 3.377 |
| Motos aquáticas | 3.059 |
| Veleiros | 242 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 7.068 |
| Total registrado | 13.746 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2020 | US$ 920 mil | 5,1% | 3º |
| 2021 | US$ 1,7 mi | 5,8% | 2º |
| 2022 | US$ 2,4 mi | 4,2% | 2º |
| 2023 | US$ 6,7 mi | 9,8% | 2º |
| 2024 | US$ 7,6 mi | 11,1% | 2º |
| 2025 | US$ 6,2 mi | 11,1% | 2º |
| 2026 (jan a ago) | US$ 2,8 mi |
Destaques
- Exportações. Segundo maior exportador de embarcações de recreio do país desde 2021, atrás de Santa Catarina.
- Naval. O complexo de Suape concentra a indústria naval do estado. É construção naval, não náutica de recreio.
- Frota. Além de lanchas e motos aquáticas, o estado registra 3.697 jangadas, marca da pesca artesanal do litoral nordestino.
Bahia
Porta de entrada dos veleiros estrangeiros e a única capital do país com uma secretaria dedicada ao mar.
Frota registrada
| Lanchas | 14.330 |
| Motos aquáticas | 7.218 |
| Veleiros | 867 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 24.974 |
| Total registrado | 47.389 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2023 | US$ 10 mil | 0,0% | 11º |
| 2024 | US$ 7 mil | 0,0% | 13º |
| 2026 (jan a ago) | - | ||
| Sem exportações registradas em 2020, 2021, 2022, 2025. | |||
Destaques
- Governança. Salvador é a única capital brasileira com uma Secretaria do Mar (criada em março de 2025), que reúne turismo náutico, eventos, indústria e aquicultura. A cidade tem 64 km de orla, 20 marinas e clubes náuticos com mais de 3 mil vagas.
SAC Náutico: o modelo que os outros estados podem copiar
O que é: um balcão único da Prefeitura de Salvador (Secretaria do Mar) onde Marinha, Polícia Federal e Receita Federal atendem, no mesmo lugar, o velejador estrangeiro que chega pelo mar: entrada no país, imigração, admissão temporária do barco, registro e licenças. São 21 serviços, para estrangeiros e brasileiros. Inaugurado em outubro de 2023.
| Marco | Resultado |
|---|---|
| Primeiro ano (out/2024) | 750 atendimentos, 98 embarcações estrangeiras recebidas, velejadores de 31 nacionalidades |
| Dez/2025 | 1,6 mil atendimentos, 47 nacionalidades |
| 2026 (um ano da Secretaria do Mar) | Mais de 2 mil velejadores de cerca de 50 países atendidos desde a abertura |
| Tempo para regularizar um barco estrangeiro | De cerca de 7 horas em três órgãos para 3 horas em um só lugar |
Por que importa: cada barco estrangeiro que entra fica semanas ou meses pagando marina, manutenção, abastecimento e turismo, e pode permanecer no país por até dois anos. O modelo não exige órgão novo, só os três órgãos federais trabalhando lado a lado, e qualquer estado costeiro pode replicar.
Distrito Federal
A maior náutica de água doce do país, concentrada no Lago Paranoá.
Frota registrada
| Lanchas | 6.924 |
| Motos aquáticas | 6.230 |
| Veleiros | 1.005 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 38.311 |
| Total registrado | 52.470 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2026 (jan a ago) | - | ||
| Sem exportações registradas em 2020, 2021, 2022, 2023, 2024, 2025. | |||
Destaques
- Frota. A frota do Lago Paranoá é a sexta do país em número total de embarcações registradas, à frente de estados litorâneos.
Amazônia (Amazonas e Pará)
Onde o barco é transporte: a maior rede de navegação de passageiros e carga do país.
Frota registrada
| Lanchas | 19.389 |
| Motos aquáticas | 5.231 |
| Veleiros | 72 |
| Outros tipos (botes, canoas, pesca, transporte, apoio) | 52.966 |
| Total registrado | 77.658 |
Exportações de embarcações (posição 8903)
| Ano | US$ FOB | Parte do Brasil | Posição |
|---|---|---|---|
| 2020 | US$ 18 mil | 0,1% | 8º |
| 2021 | US$ 61 mil | 0,2% | 9º |
| 2022 | US$ 138 mil | 0,2% | 6º |
| 2023 | US$ 107 mil | 0,2% | 7º |
| 2024 | US$ 116 mil | 0,2% | 7º |
| 2025 | US$ 288 mil | 0,5% | 8º |
| 2026 (jan a ago) | US$ 200 mil |
Destaques
- Transporte. No Amazonas, cerca de 2,5 milhões de pessoas por ano usam embarcações como transporte e 1,5 milhão de toneladas de carga circulam pelos rios.
- Linhas. Nas 22 linhas interestaduais de passageiros e mistas (80 embarcações): 843.924 passageiros e 822.488 toneladas por ano. São 196 terminais fluviais de passageiros, 129 deles no Pará.
- Empresas. 395 empresas náuticas, 296 delas em Manaus, quarto município do país em número de empresas do setor.
A Economia do Mar de Santa Catarina
Santa Catarina é a principal base produtiva náutica do Brasil. Os números abaixo se referem à Economia do Mar em sentido amplo (indústria, comércio, serviços e turismo ligados ao mar) e são da Secretaria de Estado do Planejamento, com base em RAIS e Novo Caged, fevereiro de 2026.
| Indicador | Valor | Abrangência |
|---|---|---|
| Vínculos formais na Economia do Mar (2024) | 239.671 | Santa Catarina · cerca de 250 mil profissionais em 2026, 8,5% dos trabalhadores formais do estado |
| Estabelecimentos ativos (2024) | 23.515 | Santa Catarina · +48% em relação a 2014 (15.871) · 6% dos estabelecimentos do setor no Brasil |
| Pequenos negócios (MEI, microempresas e empresas de pequeno porte) da economia azul em 38 municípios litorâneos de SC, todos os eixos | 60.203 | 87% são serviços (lanchonetes, restaurantes, corretagem de imóveis, hotéis); manufatura 5.041 (4.169 delas incorporação imobiliária); pesca e aquicultura 295. Base diferente da contagem de estabelecimentos da SEPLAN |
| Massa salarial mensal (2024) | R$ 1,158 bilhão | Santa Catarina · +20% em relação a dez/2014 (R$ 964 milhões) |
| Crescimento do emprego 2014 a 2024 | +25% | Santa Catarina (Brasil: cerca de 15%) · quase 50 mil novos trabalhadores |
| Novos postos formais, mar/2025 a fev/2026 | 5.881 | 13% do saldo de empregos do estado e 12% do saldo nacional do setor |
| Participação da indústria nos empregos do setor | 44,5% | Serviços 36,8% · Comércio 12,3% · Construção 5,1% · Agropecuária 1,2% |
| Micro e pequenas empresas entre os estabelecimentos (indústria e construção) | 98,3% | Geraram 65% das novas vagas nos últimos 12 meses |
| Mulheres na força de trabalho | 37% | vs 30% na média nacional · 49% das novas contratações nos últimos 12 meses |
| Escolaridade: ensino médio completo / superior | 53% / 20% | Em 2014: 46% / 16% |
Onde estão os empregos da Economia do Mar (todos os segmentos) · concentração regional em SC
| Região | Vínculos formais (2024) | Participação no estado |
|---|---|---|
| Grande Florianópolis (GRANFPOLIS) | 66.895 | 28% |
| Foz do Rio Itajaí (AMFRI) | 43.280 | 18% |
| Nordeste catarinense (AMUNESC) | 35.901 | 15% |
| As três regiões somadas | 61% dos vínculos da Economia do Mar de SC | |
| Florianópolis, Joinville e Itajaí somadas | 82 mil+ empregos formais | |
| Regiões que mais cresceram 2014-2024 | Extremo Oeste (AMEOSC) +77%, de 1.620 para 2.877 · Região de Laguna (AMUREL) +73%, de 6.230 para 10.814 | |
| Indústria náutica, naval e pesca industrial | Liderança da Foz do Rio Itajaí: distrito industrial náutico Itajaí-Navegantes, 80% da pesca industrial do estado e exportações de barcos +93% em 2026. A SEPLAN não publicou o recorte regional de empregos só do setor náutico e naval. | |
Santa Catarina no ranking nacional da Economia do Mar (2024)
No total de vínculos formais da Economia do Mar em sentido amplo, Santa Catarina é o 7º estado (5% do total nacional). Nas atividades mais ligadas ao setor náutico, lidera ou é vice-líder.
Onde SC lidera
1º em pesca (45% do emprego nacional da atividade) · 1º em preservação do pescado e produtos do pescado (27%) · 2º em construção de embarcações · 2º em fabricação de motores, bombas e compressores (22%) · 2º em aparelhos e instrumentos de medida · 2º em artefatos para pesca e esporte · 3º em armazenamento, carga e descarga e em transportes aquaviários.
Vínculos formais na Economia do Mar por estado (2024)
1º São Paulo, 1,3 milhão · 2º Rio de Janeiro, 542 mil · 3º Minas Gerais, 519 mil · 4º Distrito Federal, 373 mil · 5º Paraná, 286 mil · 6º Bahia, 255 mil · 7º Santa Catarina, 239.671.
O setor náutico catarinense
Só o setor náutico: estaleiros, fornecedores, marinas e serviços. Não se compara com a Economia do Mar inteira, acima.
| Indicador | Valor | Observação |
|---|---|---|
| Participação na produção nacional de embarcações | 70% | Embarcações de esporte e lazer · em 2010 era 8,3% |
| Empresas do setor náutico (2025) | 1.028 | 3º estado do país · Itajaí 165, Florianópolis 133, Joinville 101, Balneário Camboriú 79, Navegantes 73, Palhoça 56 · eram 94 em 2011 |
| Porte das empresas náuticas | 85% MEI e micro | 9% empresas de pequeno porte · 6% médias e grandes |
| Atividade principal das empresas náuticas | 57% manutenção e reparo | 23% artefatos para pesca e esporte · 11% construção de embarcações · 8% equipamentos de navegação |
| Embarcações de esporte e recreio registradas | ~55 mil | 2026 · eram 50 mil em novembro de 2024 |
| Empregos por embarcação de médio/grande porte (diretos + indiretos) | 4 + 8 | Média · 12 famílias por casco que sai da fábrica |
| Participação de Itajaí na produção nacional de embarcações | ~35% | Estimativa ACATMAR, levantamentos do setor |
Pesca · Santa Catarina lidera o país
| Indicador | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Participação de SC na atividade industrial da pesca no Brasil | 61% | Observatório FIESC |
| Movimento anual da indústria do pescado em SC | R$ 3,8 bilhões | Observatório FIESC |
| Participação de SC nos postos do setor no país / produtividade por trabalhador | 20,9% / R$ 184,5 mil | Observatório FIESC |
| Produção de pescado marinho em SC por ano (industrial + artesanal) | 150 mil t (136 mil + 14 mil) | Observatório da Pesca SC |
| Participação de Itajaí no desembarque industrial do estado (57,7 mil t de 146 mil t em 2023) | 40% | Observatório da Pesca SC |
| Parcela da pesca extrativa industrial brasileira concentrada em Itajaí e Navegantes | 80% | Observatório da Pesca SC |
| Empregos diretos gerados pela pesca industrial 2006-2026 | 10.652 | Observatório da Pesca SC |
| Participação de SC na produção nacional de ostras | 90% | Sebrae/SC |
| Maricultura de SC: ostras, vieiras e mexilhões (2023) | 8.132 t | R$ 90,3 mi · camarão 223 t (R$ 6,9 mi) · macroalga 751 t em 2024 (R$ 2,1 mi) · IBGE PPM 2023 e Epagri 2024, compilação Sebrae/SC |
| Empresas de maricultura e algicultura em SC | 90 | Florianópolis 24 · Itajaí 17 · Laguna 16 · Navegantes 8 |
Comércio exterior · embarcações
Série anual desde 2014 e acumulado do ano corrente. Valores em US$ FOB, posição 8903 (embarcações de recreio e esporte).
| Ano | Santa Catarina | Brasil | Participação de SC |
|---|---|---|---|
| 2014 | US$ 345 mil | US$ 2,1 mi | 16,5% |
| 2015 | US$ 3,5 mi | US$ 9,2 mi | 37,5% |
| 2016 | US$ 14,0 mi | US$ 23,8 mi | 58,8% |
| 2017 | US$ 14,3 mi | US$ 19,0 mi | 75,2% |
| 2018 | US$ 13,3 mi | US$ 19,1 mi | 69,8% |
| 2019 | US$ 14,7 mi | US$ 23,6 mi | 62,5% |
| 2020 | US$ 10,2 mi | US$ 18,2 mi | 56,0% |
| 2021 | US$ 24,9 mi | US$ 29,9 mi | 83,3% |
| 2022 | US$ 52,9 mi | US$ 57,4 mi | 92,2% |
| 2023 | US$ 54,5 mi | US$ 68,1 mi | 80,0% |
| 2024 | US$ 50,0 mi | US$ 67,9 mi | 73,6% |
| 2025 | US$ 37,6 mi | US$ 56,6 mi | 66,4% |
| 2026 | US$ 20,8 mi | US$ 30,6 mi | 68,0% |
Primeiro semestre de 2026 contra o primeiro semestre de 2025
| 2025 | 2026 | Variação | |
|---|---|---|---|
| Brasil | US$ 25,8 mi | US$ 22,8 mi | -12% |
| Santa Catarina | US$ 15,1 mi | US$ 15,0 mi | 0% |
| Itajaí | US$ 4,5 mi | US$ 8,7 mi | +93% |
| Palhoça | US$ 10,4 mi | US$ 6,2 mi | -40% |
Marco legal e ambiente de negócios
Pró-Náutica: o incentivo fiscal de Santa Catarina à indústria náutica
O que é: programa estadual, criado pela Lei 14.967/2009 e renovado a partir do PL 306/2018, que reduz o ICMS das embarcações fabricadas em Santa Catarina. Quem cuida: a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC), por meio de Tratamentos Tributários Diferenciados (TTD) concedidos caso a caso. Como funciona hoje: crédito presumido de ICMS que leva a carga efetiva nas saídas de embarcações (posições 8903 e 8906 da NCM) produzidas no estado a 3,5% (RICMS/SC, Anexo 2, art. 176); diferimento do ICMS na importação de máquinas e matéria-prima pelos portos catarinenses (TTD 107 e 108) e no diferencial de alíquota (TTD 111); bens do ativo precisam ficar quatro anos na fábrica. Quem pode: empresas em dia com o fisco estadual. Até quando: benefícios reinstituídos pela Lei Complementar 160/2017 e pelo Convênio ICMS 190/2017 valem até 2032. Por que importa: é a política que tirou SC de 8% da produção nacional de barcos em 2010 e o levou à liderança, com cerca de 70%.
Frente Parlamentar da Economia do Mar · Setor Náutico (Senado)
Criada pelo PRS 3/2025 e instalada em 8 de outubro de 2025, presidida pelo senador Esperidião Amin (SC), com 54 titulares iniciais (31 senadores e 23 deputados federais). Finalidade: defender o desenvolvimento do setor náutico brasileiro, acompanhar projetos de lei e subsidiar propostas sobre infraestrutura portuária e aquaviária, indústria e serviços. Seu primeiro ato externo foi o V Fórum de Capacitação Técnica ACATMAR, em novembro de 2025.
Lei 15.283/2025: a profissão de marinheiro de esporte e recreio
O que é: a lei federal que reconhece a profissão de marinheiro profissional de esporte e recreio, o trabalhador contratado para conduzir embarcações particulares com habilitação da Autoridade Marítima, e lista suas atribuições (condução segura, verificação dos equipamentos de bordo, normas de segurança). Ele só pode atuar nas águas da sua habilitação e não em operações comerciais. Como aconteceu: o projeto (PLC 25/2018) ficou sete anos parado no Senado. No V Fórum de Capacitação Técnica ACATMAR, em novembro de 2025, os marinheiros, o presidente da ACATMAR, Mané Ferrari, e o presidente da Frente Parlamentar da Economia do Mar, senador Esperidião Amin, sentaram à mesma mesa; o projeto saiu da gaveta, foi votado em plenário e sancionado em 18 de dezembro de 2025. Por que importa: milhares de profissionais que já trabalham na frota de recreio do país ganham identidade legal, e marinas e proprietários ganham segurança para contratar.
Technology Foresight do Setor Náutico Catarinense 2025-2035
O que é: estudo do Sebrae/SC com a ACATMAR (2025) que mapeia as empresas náuticas do estado e, com a metodologia Foresight do centro tecnológico italiano COSMOB, compara Santa Catarina com Viareggio, o cluster marítimo holandês, a Bretanha, o Solent e a Finlândia. Para que serve: é o plano de dez anos do setor. Propõe um Distrito Industrial Náutico Circular entre Itajaí e Navegantes, em cinco pilares (sistemas industriais circulares, provedores de tecnologia, sistema financeiro, competitividade e comunicação, governança), e um plano de gestão de economia circular para estaleiros e fornecedores. É a base técnica por trás da lei das ZENAs e dos pedidos do setor ao governo do estado.
Lei 20.050/2026 · ZENAs
Santa Catarina criou as Zonas Especiais Náuticas de Desenvolvimento: áreas sob governança privada que concentram infraestrutura náutica, com prioridade em programas estaduais de fomento, sem dispensar o licenciamento ambiental e sem regimes tributários ou portuários especiais. Sancionada em 29 de julho de 2026 (PL 485/2026).
Tarifas dos EUA sobre embarcações brasileiras · 2026
Desde 22 de julho de 2026 incide a tarifa adicional de 25% da Seção 301, somada à tarifa ordinária do código da embarcação. As tarifas com base no IEEPA (40% + 10%) foram invalidadas pela Suprema Corte dos EUA em 20 de fevereiro de 2026, e os 10% da Seção 122 expiraram. Componentes fabricados nos EUA podem ser deduzidos da base pela HTSUS 9802.00.80.
Planejamento Espacial Marinho · PEM Sul
O Planejamento Espacial Marinho (PEM) do Brasil é coordenado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e pelo Ministério do Meio Ambiente, com base na Portaria 235 da Marinha, de 30 de julho de 2020, e está sendo construído em quatro projetos regionais. O piloto do Sul, executado pela Codex com UFRGS e UFSC e recursos do BNDES, realizou a oficina setorial de Navegação, Portos e Indústria Naval em 4 de setembro de 2025, em Paranaguá; o relatório segue em revisão (junho de 2026). É ele que vai definir como o espaço marinho será dividido entre navegação, pesca, turismo, energia e conservação, o que afeta diretamente marinas, estaleiros e as ZENAs.
Quem tem secretaria do mar no Brasil
Salvador é a única capital brasileira com uma secretaria dedicada ao mar: a Secretaria Especial do Mar, criada em 10 de março de 2025, nasceu do SAC Náutico e do Comitê Náutico da cidade e cuida de turismo náutico, eventos, indústria e aquicultura em 64 km de orla. O estado do Rio de Janeiro teve a primeira secretaria estadual de Economia do Mar do país, a Secretaria de Energia e Economia do Mar (Seenemar), criada em 1º de janeiro de 2023, mas o governo estadual a extinguiu em 22 de julho de 2026 e levou o tema para dentro do Desenvolvimento Econômico. Angra dos Reis mantém uma Secretaria de Indústria e Economia do Mar municipal, e Niterói trata o tema dentro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Indústria Naval. Santa Catarina, principal polo náutico do país, não tem nenhuma: a criação de uma secretaria estadual de Economia do Mar foi proposta no Workshop Economia Azul de 2024 e segue como demanda do setor.
Definições
- Economia do Mar
- Conjunto de atividades econômicas que dependem, utilizam ou se relacionam diretamente com o mar e as águas interiores, gerando valor, emprego, renda e desenvolvimento.
- Economia Azul
- Modelo de desenvolvimento que busca gerar valor, empregos e renda a partir do mar e das águas interiores, com uso sustentável dos recursos, inovação e preservação dos ecossistemas.
- Amazônia Azul
- Denominação da extensa área marítima sob jurisdição brasileira, que reúne recursos naturais, rotas estratégicas e grande importância econômica, ambiental e de defesa para o país.
- Setor náutico
- Segmento da Economia do Mar formado pelas atividades ligadas às embarcações de esporte e recreio e à infraestrutura, aos produtos e aos serviços que dão suporte à navegação e ao turismo náutico.
- Os quatro pilares
- A Economia do Mar no setor náutico se estrutura em quatro pilares centrais: indústria, comércio, serviços e turismo náutico.
- A cadeia produtiva de um barco
- Reúne diferentes segmentos industriais e profissionais que participam da construção, equipagem e acabamento de uma embarcação, do casco e motorização aos sistemas, interiores, eletrônica, convés e pintura. Cada etapa movimenta empresas, especialidades técnicas e postos de trabalho.
- Infraestrutura náutica
- Conjunto de estruturas que permitem acesso, permanência, apoio e operação das embarcações, como marinas, píeres, trapiches, rampas, garagens náuticas e áreas de apoio.
- Turismo náutico
- Atividade turística relacionada ao uso de embarcações e dos ambientes aquáticos para lazer, deslocamento, experiências, esportes e visitação.
- Vocação náutica
- Capacidade de um território desenvolver atividades ligadas à navegação a partir de suas características geográficas, econômicas, turísticas e de infraestrutura.
- Transição azul
- Processo de transformação das atividades da Economia do Mar para modelos mais sustentáveis, eficientes, inovadores e de menor impacto ambiental.
- Economia circular no setor náutico
- Modelo que busca reduzir desperdícios, reaproveitar materiais, prolongar a vida útil dos produtos e reinserir resíduos na cadeia produtiva.
- Desenvolvimento náutico
- Processo de criação de infraestrutura, serviços, qualificação, investimentos e políticas capazes de transformar o potencial das águas em atividade econômica, emprego, renda e qualidade de vida.
- Cadeia produtiva do setor náutico
- Conjunto de empresas, profissionais e atividades que participam da fabricação, comercialização, operação, manutenção e uso das embarcações e de toda a infraestrutura associada.
- Indústria náutica
- Segmento responsável pela fabricação de embarcações, componentes, equipamentos, acessórios, sistemas e soluções aplicadas à navegação.
- Serviços náuticos
- Atividades que dão suporte à operação das embarcações, como manutenção, reparo, guarda, abastecimento, logística, formação profissional e assistência técnica.
- Comércio náutico
- Venda e distribuição de embarcações, motores, equipamentos, peças, acessórios e demais produtos ligados ao setor.
- Águas interiores
- Rios, lagos, lagoas, represas e demais ambientes navegáveis localizados dentro do território.
- Cluster náutico
- Concentração de empresas, fornecedores, serviços, instituições e conhecimento ligados ao setor náutico em uma mesma região.
- Ecossistema náutico
- Ambiente formado pela interação entre empresas, profissionais, poder público, instituições de ensino, entidades e demais atores ligados ao setor.
Perguntas frequentes
Quantas lanchas, motos aquáticas e veleiros há no Brasil e onde se concentram?
O Brasil tem 266.839 lanchas, 160.992 motos aquáticas e 17.935 veleiros registrados na Marinha. Lanchas por estado: São Paulo 51.852, Paraná 39.198, Rio de Janeiro 35.924, Santa Catarina 19.535, Bahia 14.330 e Rio Grande do Sul 13.017. Motos aquáticas: São Paulo 51.495, Santa Catarina 15.119 e Paraná 12.697. Veleiros: Rio de Janeiro 6.765 e São Paulo 4.255.
O Brasil tem mais de 1 milhão de embarcações?
Sim, registradas na Marinha do Brasil de todos os tipos: 1.140.059. Esse total inclui 334.947 botes, 58.781 canoas, 31.595 pesqueiros e embarcações de transporte e apoio. Os tipos característicos da náutica de esporte e recreio são bem menos: 266.839 lanchas, 160.992 motos aquáticas e 17.935 veleiros. Dizer que o Brasil tem 1 milhão de embarcações de esporte e recreio é impreciso; o número correto é 1,14 milhão de embarcações registradas, de todos os tipos.
Economia do Mar e Economia Azul são a mesma coisa?
Não. Economia do Mar é o conjunto de atividades que dependem do mar (indústria naval e náutica, portos, pesca, turismo costeiro, petróleo e gás, defesa), medido em empregos, empresas e exportações: é o que a SEPLAN/SC e esta página contam, como os 239.671 vínculos formais de Santa Catarina em 2024. Economia Azul é a agenda de sustentabilidade aplicada a essas atividades: crescer gerando renda sem degradar o oceano. Não existe um número da Economia Azul separado; o que se mede é a Economia do Mar. Amazônia Azul é outra coisa ainda: a área marítima brasileira, cerca de 5,7 milhões de km².
Quantos empregos a Economia do Mar gera em Santa Catarina?
Cerca de 250 mil trabalhadores formais em 2026 (239.671 vínculos em 2024), em 23.515 estabelecimentos, com massa salarial mensal de aproximadamente R$ 1,158 bilhão. O setor responde por 8,5% dos trabalhadores formais do estado e cresceu 25% em empregos entre 2014 e 2024.
Qual estado mais produz barcos no Brasil?
Santa Catarina. O estado responde por cerca de 70% da produção nacional de embarcações de esporte e lazer e por 74% das exportações brasileiras do segmento em 2024: US$ 50,0 milhões de um total de US$ 67,9 milhões. Em 2014 a participação nas exportações era de 16,5%; em 2019, 61,9%; em 2023, 80,1%. Em 2010 o estado tinha apenas 8,3% da produção nacional.
Qual cidade lidera a exportação de barcos no Brasil?
Itajaí (SC): US$ 8,7 milhões no 1º semestre de 2026, alta de 93%, líder nacional. O dado de exportação é do Comex Stat/MDIC. O município concentra cerca de 35% da produção nacional de embarcações.
Quantos empregos uma embarcação gera?
Em média, quatro empregos diretos e oito indiretos por embarcação de médio e grande porte.
Quais leis e políticas apoiam o setor náutico no Brasil e em Santa Catarina?
O Pró-Náutica (Lei estadual 14.967/2009), incentivo de ICMS que iniciou o ciclo industrial catarinense; a Frente Parlamentar da Economia do Mar, Setor Náutico, no Senado (instalada em 08/10/2025, presidida pelo senador Esperidião Amin); a Lei 15.283/2025, que regulamenta a profissão de marinheiro de esporte e recreio; e a Lei estadual 20.050/2026, que cria as Zonas Especiais Náuticas de Desenvolvimento (ZENAs).
O que é uma ZENA?
Zona Especial Náutica de Desenvolvimento, da Lei 20.050/2026: área sob governança privada que concentra infraestrutura náutica, com prioridade em programas estaduais de fomento, sem dispensar o licenciamento ambiental e sem regimes tributários ou portuários especiais.
Qual é a tarifa dos EUA sobre embarcações brasileiras em 2026?
Desde 22 de julho de 2026: tarifa ordinária do código mais a adicional de 25% da Seção 301. Componentes fabricados nos EUA podem ser deduzidos pela HTSUS 9802.00.80, com comprovação de origem e valor.
Notas metodológicas
- Cada número aparece uma vez, com fonte, data e abrangência; bases diferentes não se misturam. Os totais da Economia do Mar cobrem todas as atividades ligadas ao mar; os da cadeia náutica são um recorte e não se comparam com eles.
- Percentuais vêm de bases e períodos diferentes e não devem ser multiplicados entre si.
- Frota: a Marinha publica por tipo de embarcação, não por uso de esporte e recreio; mostramos os tipos característicos da náutica e nunca somamos um total de esporte e recreio. Os números refletem o arquivo da DPC de 17/09/2024. A frota de esporte e recreio de SC (cerca de 55 mil) vem da Capitania dos Portos (2026).
- Comércio exterior: Comex Stat/MDIC, posição 8903 (embarcações de recreio), US$ FOB, lido pela ACATMAR da API pública; o ano corrente cobre os meses já divulgados.
- Empresas e estaleiros: a página usa só as contagens publicadas nos estudos do setor. Não conta estaleiros por código de atividade, porque o código não identifica estaleiro.
- A página é revisada a cada divulgação oficial ou estudo do setor; a data no topo mostra a última revisão.
Como citar
ACATMAR, Associação Náutica Brasileira. Economia do Mar em Números. Florianópolis, 2026. Disponível em: https://www.acatmar.org/numerosPara solicitações de dados, entrevistas ou levantamentos específicos: atendimento@acatmar.com.brFontes e bibliografia
Todos os números desta página vêm de uma das fontes abaixo. Onde a fonte é uma base de microdados (RAIS, Comex Stat, cadastro CNPJ, registro da Marinha), a leitura e a tabulação foram feitas pela ACATMAR e as tabelas resultantes estão abertas para download.
- Marinha do Brasil. Diretoria de Portos e Costas, dados abertos "Estatísticas de embarcações por tipo" (arquivo de 17/09/2024; planilha); Capitania dos Portos de Santa Catarina, embarcações de esporte e recreio registradas no estado (2026); 9º Distrito Naval, transporte fluvial na Amazônia.
- Ministério do Trabalho e Emprego, PDET. RAIS 2024 e 2025, microdados públicos por estabelecimento; leitura e tabulação ACATMAR, setembro de 2026 (tabelas).
- Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Comex Stat, API pública, posições 8903, 1604 e 1605 e capítulo 03, 2010 a 2026; extração ACATMAR, setembro de 2026 (tabelas).
- Receita Federal. Dados abertos do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, divulgação de agosto de 2026; filtragem ACATMAR por CNAE náutico e naval.
- Governo de Santa Catarina. Secretaria de Estado do Planejamento, Economia do Mar em Santa Catarina (fevereiro de 2026; PDF); Secretaria de Estado da Fazenda, programa Pró-Náutica (Lei 14.967/2009; RICMS/SC, Anexo 2, arts. 175 a 178) e apresentação Programas de Incentivo, DIAT/SEF; Assembleia Legislativa, Lei 20.050/2026 (ZENAs).
- Senado Federal. PRS 3/2025 (Frente Parlamentar da Economia do Mar, Setor Náutico); Lei 15.283/2025 (marinheiro profissional de esporte e recreio), origem PLC 25/2018.
- Sebrae/SC e ACATMAR. Technology Foresight do Setor Náutico Catarinense 2025-2035, Plano de Gestão de Economia Circular (2025, metodologia COSMOB/ITF); Economia Azul Catarinense, mapeamento do setor (2025; PDF); Workshop Economia Azul, Cadeia de Valor do Setor Náutico (agosto de 2024); Estudo Setorial da Indústria Catarinense, setor náutico (2011).
- IBGE. Pesquisa Industrial Anual (2010); Pesquisa da Pecuária Municipal (2023); extensão do litoral. Epagri, produção de algas (2024).
- FIESC, Observatório da indústria (pesca em Santa Catarina). SINDIPI e Sebrae, Observatório da Pesca SC.
- Firjan. Panorama Naval 2026.
- Antaq. Transporte aquaviário de passageiros e carga na Amazônia.
- Ministério do Turismo. Boletim de Inteligência de Mercado, Turismo de Pesca (agosto de 2025).
- Governo do Estado de São Paulo, Programa de Turismo Náutico.
- Prefeitura de Salvador. Secretaria do Mar e SAC Náutico, balanços de 2024 a 2026.
- Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e Ministério do Meio Ambiente. Planejamento Espacial Marinho, projeto-piloto PEM Sul (Codex, UFRGS, UFSC; BNDES), oficina de Navegação, Portos e Indústria Naval (2025); Metodologia para Mensuração da Economia do Mar (2025).
- Governo dos Estados Unidos. USTR e Federal Register, Seção 301 (2026); U.S. Customs and Border Protection, HTSUS 9802.00.80.
- ACATMAR. Levantamentos próprios do setor náutico catarinense e análise "O que está por trás de um barco" (Mundo Mar, 2026).